
Vai dizer, todo mundo já ouviu falar disso de uma forma ou de outra, não é verdade? Na TV, no rádio e por aí vai… mas a questão ainda é pertinente: jogos violentos deixam as pessoas mais violentas? Se as crianças jogarem muito GTA irão sair por aí repetindo as coisas do jogo?
Esta temática foi o assunto do vídeo do nosso estagiário Gabriel Costa, em seu canal 2psi no Youtube. Vale ressaltar que o teste de conclusão de curso de Gabriel foi baseado em estudos para tentar responder a pergunta do título. Muitos dados interessantes apareceram durante a pesquisa, sendo um dos maiores resultados o seguinte: trata-se de uma causa multifatorial.
Família, círculos de amizade, redes de apoio, ambiente escolar e muitas outras coisas influenciam diretamente e indiretamente na questão da manifestação de comportamentos violentos ou comportamentos desadaptativos.
Em meio ao período em que vivemos torna-se uma temática imprescindível de se compreender e estudar cada vez mais. Muitas crianças, adolescentes e até jovens adultos, tendo que passar mais tempo dentro de casa, encontram alternativas de lazer voltados ao videogame, isto é, ao consumo destes universos virtuais e ambientes multiplayer.
Jogos eletrônicos, portanto, não podem ser vistos como vilões isolados. Eles são parte de um contexto maior, que envolve educação, diálogo e acompanhamento. O que se percebe é que, quando há equilíbrio, supervisão e consciência, os jogos podem até mesmo trazer benefícios: desenvolvimento cognitivo, coordenação motora, raciocínio estratégico e até habilidades sociais em ambientes cooperativos online.
O perigo surge quando o consumo é desmedido, sem limites claros ou sem uma rede de apoio que ajude a interpretar o que é ficção e o que é realidade. Afinal, não é o jogo em si que molda o caráter, mas sim a soma de experiências, valores e relações que cada indivíduo constrói ao longo da vida.
Assim, a pergunta “jogos eletrônicos deixam as pessoas mais violentas?” talvez nunca tenha uma resposta simples e definitiva. O que podemos afirmar é que compreender essa relação exige olhar para além da tela, enxergando o ser humano em sua complexidade.
No fim das contas, talvez o verdadeiro desafio não seja proibir ou demonizar os jogos, mas aprender a usá-los como ferramentas de lazer e aprendizado, sem perder de vista o que realmente importa: formar cidadãos críticos, conscientes e capazes de distinguir o jogo da vida real.
E aí, fica a reflexão: será que não está na hora de jogarmos menos culpa nos videogames e mais responsabilidade em como educamos e convivemos em sociedade?
