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Amizade: O Tempo Que Faz Sentido – Por Lucas Rigoni

Você já deve ter escutado que fica muito mais difícil de fazer amigos quando ficamos adultos, escutou? E eu quase desisti de tentar juntar a turma para jogar jogos de tabuleiro ou, ainda mais difícil, um bom e velho RPG de mesa… a vida adulta… a falta de tempo, ou melhor, a necessidade de reorientar nosso trajeto de acordo com as novas prioridades. Se para passar tempo com a velha turma já é difícil, imagine fazer novas turmas de amigos…

Talvez, depois de adultos, a gente ache que amizade precisa de muito tempo sobrando, agenda vazia… aquele tempo que sobra. Afinal, tempo para amizades não parece ser algo vital, “não vou ter prejuízos se eu não sair com os amigos”. Enquanto isso, a Psicologia reencontra frequentemente as evidências de que, junto de “saúde”, “dinheiro”, “ambientes aconchegantes” e “propósito”, bons relacionamentos e amizades são fatores valiosos para a felicidade. Talvez não “perca algo”, mas outro algo nunca chega.

A verdade é que amizade e os encontros não precisam de perfeição, mas de intenção e repetição. De estar junto quando der, mas organizar para que aconteça de verdade! De procurar temperar o dia a dia, entre boletos, filhos e trabalho, com risadas e pequenas trocas, nem que a mensagem demore um pouco mais para ser respondida, mas estabelecendo um compromisso de responder, porque é importante para a sua felicidade e a do seu amigo.

Amigo é quem senta ao seu lado, mesmo em silêncio. Mesmo à distância.
Quem ri das mesmas bobagens.

Aproveite e mande uma mensagem para um amigo. Organizem a hierarquia das prioridades da vida com carinho e atenção, para que o “vamo marcá” se torne realidade.

Porque amizade, no fim das contas, é uma das poucas coisas da vida que não precisa fazer sentido pra funcionar, mas intenção e atenção plena.

Feliz Dia da Amizade.